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quinta-feira, 2 de junho de 2016

OS ENAMORADOS ASPECTOS DO DOGMA E RITUAL ELIPHAS LEVI E CROWLEY

5 - OS ENAMORADOS ASPECTOS DO DOGMA em ELIPHAS LEVI

 Selo de Salomão
O Equilíbrio Mágico
TIPHERETH - UNCUS
A inteligência suprema é necessariamente razoável. Deus, em filosofia, pode não ser mais do que
uma hipótese imposta pelo bom senso bom à razão humana. Personificar a razão absoluta é
determinar o ideal divino.
Necessidade, liberdade e razão, eis o grande do e supremo triângulo dos cabalistas, que chamam a
razão Kether, a necessidade Hocmah e a liberdade Binah, no seu primeiro ternário divino.
Fatalidade, vontade e poder, tal é o ternário mágico que, nas coisas humanas, corresponde ao
triângulo divino.
A fatalidade é o encadeamento inevitável dos efeitos e causas numa ordem, dada.
A vontade é a faculdade diretora das forças inteligentes para conciliar a liberdade das pessoas com a necessidade das coisas.
O poder é o sábio emprego da vontade, que faz servir a própria fatalidade à realização dos desejos
do sábio.
Quando Moisés fere a rocha, não cria a fonte de água; ele a revela ao povo, porque uma ciência
oculta lha revelou a ele próprio por meio da baqueta adivinhatória.
O mesmo acontece com todos os milagres da magia: existe uma lei, o vulgo a ignora, o iniciado
serve-se dela.
As leis ocultas são, muitas vezes, diametralmente opostas às leis comuns. Assim, por exemplo, o
vulgo crê na simpatia dos semelhantes e na guerra dos contrários; é a lei oposta que é verdadeira.
Diziam outrora: a natureza tem horror ao vácuo; era preciso dizer: a natureza é amante do vácuo, se
o vácuo não fosse, em física, a mais absurda das ficções.
O vulgo toma, habitualmente, em todas as coisas, a sombra pela realidade. Volta as costas à luz e se mira na obscuridade que projeta.
As forças da natureza estão à disposição daquele que lhes sabe resistir. Se sois tão senhor de vós
mesmo para nunca ficar bêbado, disponde do terrível e fatal poder do embebedamento. Se quiserdes
embebedar os outros, dai-lhes de beber à vontade, mas não bebais.
Dispõe do amor dos outros, quem é senhor do seu. Quereis possuir, não vos deis. O mundo está imantado da luz do sol, e estamos imantados da luz astral do mundo. O que se opera no corpo do
planeta se repete em nós. Há, em nós, três mundos análogos e hierárquicos, como na natureza
inteira.
O homem é o microcosmo ou pequeno mundo, e conforme o dogma das analogias, tudo o que está no grande mundo se reproduz no pequeno. Há, pois, em nós, três centros de atração e de projeção
fluídica: o cérebro, o coração ou o epigastro e o órgão genital. Cada um destes órgãos é único e duplo, isto é: nele se encontra a idéia do ternário. Cada um destes órgãos atrai de um lado e repele do outro. É por meio desses aparelhos que nós nos pomos em comunicação com o fluido universal, transmitido em nós pelo sistema nervoso. São Também estes três centros que são a sede da tríplice operação magnética, como explicaremos alhures.
Quando o mago chegou à lucidez, quer por intermédio de uma pitonisa ou sonâmbula, quer por seus
próprios esforços, comunica e dirige à vontade vibrações magnéticas em toda a massa da luz astral,
cujas correntes adivinha com o auxílio da baqueta mágica, que é uma baqueta adivinhatória
aperfeiçoada. Por meio destas vibrações, influi no sistema nervoso das pessoas submetidas à sua
ação, precipita ou suspende as correntes da vida, acalma ou atormenta, cura ou faz adoecer, mata,
enfim, ou ressuscita... Mas, aqui paramos, diante do sorriso da incredulidade. Deixemos-lhe o
triunfo fácil de negar o que não sabe.
Demonstraremos, mais tarde, que a morte é sempre precedida de um sono letárgico e só opera por
graus; que a ressurreição, em certos casos, é possível; que a letargia é uma morte real, mas não acabada, e que muitos mortos acabam de morrer depois do seu enterro. Mas não é disso que se trata
neste capítulo. Dizemos, pois, que uma vontade lúcida pode agir sobre a massa da luz astral, e, com
o concurso de outras vontades que absorve e arrasta, determinar grandes e irresistíveis correntes. Digamos também que a luz astral se condensa ou se rarifica, conforme as correntes a acumulam,
mais ou menos, em certos centros. Quando falta energia suficiente para alimentar a vida, causa
doenças de decomposição súbita, que fazem o desespero da medicina. O cólera-morbo, por
exemplo, não tem outra causa, e as colunas de animálculos observados os supostos por certos sábios
podem ser o efeito dele, antes que a causa. Era, pois, preciso tratar o cólera por insuflação, se, em tal tratamento, o operador não se expusesse a fazer com o paciente uma troca muito perigosa para o primeiro.
Todo esforço inteligente da vontade é uma projeção de fluido ou luz humana, e aqui importa
distinguir a luz humana da luz astral, e o magnetismo animal do magnetismo universal.
Servindo-nos da palavra fluido, empregamos uma expressão generalizada e procuramos fazer-nos
compreender por este meio; mas estamos longe de dizer que a luz latente seja um fluido. Tudo nos
levaria, pelo contrário, a preferir, na explicação deste ente fenomenal, o sistema das vibrações. Seja como for, esta luz, sendo o instrumento da vida, se fixa naturalmente em todos os centros vivos. Ela se prende ao centro dos planetas como ao coração do homem (e por coração entendemos, em magia,o grande simpático), mas se identifica à vida própria do ser que anima, e é por esta propriedade de assimilação simpática que ela se divide sem confusão. Assim, ela é terrestre nas suas relações com o globo da terra e exclusivamente humana nas suas relações com os homens.
É por isso que eletricidade, o calórico, a luz e a imantação produzidas pelos meios físicos
ordinários, não somente não produzem, mas, ao contrário, tendem a neutralizar os efeitos do magnetismo animal. A luz astral, subordinada a um mecanismo cego, e procedendo dos centros
dados de autotelia, é uma luz morta, e opera matematicamente, conforme os impulsos dados ou
conforme leis fatais; a luz humana, pelo contrário, só é fatal no ignorante que faz tentativas ao
acaso; no vidente, ela é subordinada à inteligência, submetida à imaginação e dependente da
vontade. É esta luz que, projetada sem cessar pela nossa vontade, forma o que Swedenborg chama
as atmosferas pessoais. O corpo absorve o que o rodeia e irradia sem cessar, projetando seus
miasmas e suas moléculas invisíveis; o mesmo acontece com o espírito, de modo que este
fenômeno, chamado por alguns místicos o respiro, tem realmente a influência que lhe é atribuída,
quer no físico, quer no moral. É realmente contagioso respirar o mesmo ar que os doentes, e achar
se no círculo de atração e expansão dos malvados.
Quando a atmosfera magnética de duas pessoas é de tal modo equilibrada que o atrativo de uma
aspira a expansão da outra, produz-se uma atração que se chama a simpatia; então, a imaginação,
evocando a ela todos os raios ou reflexos análogos ao que experimenta, se faz um poema de desejos que arrastam a vontade, e se as pessoas são de sexo diferente, produz-se nelas ou geralmente na mais fraca das duas um embebedamento completo de luz astral, que se chama a paixão
propriamente dita ou amor.
O amor é um dos grandes instrumentos do poder mágico; mas é formalmente interdito ao mago, ao
menos como embebedamento ou como paixão. Desgraçado do Sansão da Cabala, se deixar
adormecer por Dalila! O Hércules da ciência, que muda o seu cetro real contra o fuso de Omphale, sentirá logo as vinganças de Dejanira, e só lhe restará a fogueira do monte Eta para escapar ao
apertamento devorador da túnica de Nesso. O amor sexual é sempre uma ilusão, porque é o
resultado de uma miragem imaginária. A luz astral é o sedutor universal, figurado pela serpente do Gênese. Este agente sutil, sempre ativo, sempre luxuriante de seiva, sempre florido de sonhos sedutores e inebriantes imagens; esta força cega por si mesma e subordinada a todas as vontades,
quer para o bem, quer para o mal; este circulus sempre renascente de vida indômita que dá vertigem
aos imprudentes; este corpo ígneo; este éter impalpável e presente em toda parte; esta imensa esta
sedução da natureza, como defini-la inteiramente e como qualificar a sua ação? De algum modo indiferente por si mesma, ela serve para o bem como para o mal; ela leva a luz e propaga as trevas;
pode-se chamá-la igualmente Lúcifer e Lucífugo: é uma serpente, mas pode pertencer aos tormentos
do inferno como às oferendas de incenso prometidas ao céu. Para apoderar-se dela, é preciso, como
a mulher predestinada, pôr o pé sobre sua cabeça.
O que corresponde à mulher de cabalística, no mundo elementar, é a água, e o que corresponde à
serpente é o fogo. Para dominar a serpente, isto é, para dominar o círculo da luz astral, é preciso
chegar a pôr-se fora das suas correntes, isto é, isolar-se. É por isso que Apolônio de Thyana se
envolvia inteiramente num manto de lã fina, no qual punha os pés, e cuja ponta punha em cima da
cabeça; depois, arcava em semicírculo a sua coluna vertebral e fechava os olhos, após ter realizado
certos ritos de deviam ser passes magnéticos e palavras sacramentais, tem por fim fixar a
imaginação e determinar a ação da vontade. O manto de lã é de grande uso em magia, e é o veículo
ordinário dos feiticeiros que vão ao sabbat, o que prova que os feiticeiros não iam realmente ao
sabbat, mas sim que o sabbat vinha achar os feiticeiros isolados nos seus mantos e trazia ao seu
translúcido as imagens análogas às suas preocupações mágicas, misturadas com os reflexos de
todos os atos do mesmo gênero que se tinham realizado antes deles no mundo.
Esta corrente da vida universal é também figurada, nos dogmas religiosos, pelo fogo expiatório do
inferno. É o instrumento da iniciação, é o monstro a dominar, é o inimigo a vencer; é ela que envia
às nossas evocações e conjurações da goecia tantas larvas e fantasmas; é nela que se conservam
todas as formas cujo conjunto fantástico e fortuito povoa nossos pesadelos de tão abomináveis
monstros. Deixar-se arrastar para baixo por este rio que dá viravoltas é cair nos abismos da loucura, mais terríveis que os da morte: afastar as sombras deste caos e fazer-lhe dar formas perfeitas aos nossos pensamentos é ser homem de gênio, é criar, é ter triunfado do inferno!
A luz astral dirige os instintos animais e dá combate à inteligência do homem, que tende a perverter pelo luxo de seus reflexos e a mentira das suas imagens; ação fatal e necessária, que os espíritos elementares e as almas sofredoras dirigem e tornam mais funestas ainda, com suas vontades
inquietas, que procuram simpatias nas nossas fraquezas e nos tentam, menos para nos perder do que
para adquirir amigos.
Esse livro das consciências que, conforme o dogma cristão, deve ser manifestado no último dia, não
é outro senão a luz astral, na qual se conservam as impressões de todos os verbos, isto é, de todas as ações e de todas as formas. Os nossos atos modificam o nosso respiro magnético, de modo que um
vidente pode dizer, aproximando-se de uma pessoa pela primeira vez, se esta pessoa é inocente ou
culpada, e quais suas virtudes e seus crimes. Esta faculdade, que pertence à adivinhação, era
chamada, pelos místicos cristãos da Igreja primitiva, o discernimento dos espíritos.
As pessoas que renunciam ao império da razão e gostam de desviar sua vontade em perseguição dos
reflexos da luz astral, estão sujeitas a alternativas de furor e tristeza que fizeram imaginar todas as maravilhas da possessão do demônio; é verdade que, por meio destes reflexos, os espíritos impuros podem agir sobre tais almas, fazer delas instrumentos dóceis e mesmo habituar-se a atormentar o seu organismo, no qual vêm residir por obsessão ou embrionato. Estas palavras cabalísticas são
explicadas no livro hebreu da Revolução das Almas, de que nosso décimo terceiro capítulo conterá a
análise detalhada.
É, pois, extremamente perigoso divertir-se com os mistérios da magia; é, principalmente, temerário
praticar seus ritos por curiosidade, por ensaio e como que para tentar as forças superiores. Os curiosos que, sem serem adeptos, se preocupam de evocações ou magnetismo oculto, parecem
crianças que brincam com fogo perto de um barril de pólvora fulminante; serão, mais cedo ou mais
tarde, vítimas de alguma terrível explosão.
Para isolar-se da luz astral, não basta rodear-se de pano de lã; é preciso ainda, e principalmente, ter imposto uma quietação absoluta ao seu espírito e ao seu coração, ter saído do domínio das paixões e estar seguro na perseverança dos atos espontâneos de uma vontade inflexível. É preciso também reiterar muitas vezes os atos desta vontade, como veremos na nossa introdução Ritual, a vontade fica certa de si mesma só por atos, como as religiões só têm império e duração pelas suas
cerimônias e seus ritos.
Existem substâncias inebriantes que, exaltando a sensibilidade nervosa, aumentam o poder e por das
representações e, por conseguinte, das seduções astrais; pelos mesmos meios, mas seguindo uma direção contrária, pode-se amedrontar e perturbar os espíritos. Estas substâncias, magnéticas por si mesmas e magnetizadas ainda pelos práticos, são o que se chamam filtros ou beberagens
encantadas. Mas não trataremos desta perigosa aplicação da magia envenenadora. Não existem
mais, é verdade, fogueiras para os feiticeiros, mas há sempre, e mais do que nunca, castigos para os malfeitores. Limitemo-nos, pois, a constatar, na ocasião, a realidade deste poder.
Para dispor da luz astral é preciso também compreender a sua dupla vibração e conhecer a balança das forças, que se chama o equilíbrio mágico, e que, em Cabala, se exprime pelo senário.
Este equilíbrio, considerado na sua causa primeira, é a vontade de Deus; no homem, é a liberdade,
na matéria, é o equilíbrio matemático.
O equilíbrio produz a estabilidade e a duração.
A liberdade produz a imortalidade do homem, e a vontade de Deus põe em ação as leis da razão
eterna.
O equilíbrio é rigoroso. Se for observada a lei, ele existe; se for violada, por mais levemente que
seja, ele não existe mais.
É por isso que nada é inútil ou perdido. Toda palavra e todo movimento são pró ou contra o equilíbrio, pró ou contra a verdade; porque o equilíbrio representa a verdade, que se compõe de pró
e do contra conciliados, ou, ao menos, mutuamente equilibrados.
Dizemos, na introdução do Ritual, como o equilíbrio mágico deve ser produzido, e por que ele é
necessário para o sucesso em todas as operações.
A onipotência é a liberdade mais absoluta. Ora, a liberdade absoluta não poderia existir sem um
equilíbrio perfeito. O equilíbrio mágico é, pois, uma das condições primárias do sucesso nas
operações da ciência, e deve-se procurá-lo até na química oculta, aprendendo a combinar os
contrários sem os neutralizar um por outro.
É pelo equilíbrio que se explica o grande e antigo mistério da existência e da necessidade relativa do mal.
Esta necessidade relativa dá, em magia negra, a medida do poder dos demônios ou espíritos
impuros, aos quais as virtudes que são praticadas na terra dão mais furor, e, em aparência, até mais força.
Nas épocas em que os santos e anjos fazem abertamente milagres, os feiticeiros e diabos fazem, por
sua vez, maravilhas e prodígios.
È a rivalidade que, muitas vezes, faz o sucesso; sempre se acha apoio no que resiste.


5 - OS ENAMORADOS ASPECTOS DO RITUAL em ELIPHAS LEVI
CAPÍTULO VI
O MÉDIUM E O MEDIADOR
Dissemos que para adquirir o poder mágico são necessárias duas coisas: desembaraçar a vontade de
toda servidão e exercê-la à dominação.
A vontade soberana é representada nos nossos símbolos pela mulher que esmaga a cabeça da
serpente, e pelo anjo radiante que reprime e contém o dragão embaixo do seu pé e da sua lança.
Declaremos aqui, sem rodeios, que o grande agente mágico, a dupla corrente de luz, o fogo vivo e
astral da terra, foi figurado pela serpente de cabeça de touro, de bode ou de cão, nas antigas
teogonias. É a dupla serpente do caduceu, é a antiga serpente do Gênese; mas é também a serpente
de zinco e Moisés, entrelaçada ao redor do tau, isto é, do ligham gerador; é também o bode o Sabbat
e o Baphomet dos Templários; é o Hyle dos Gnósticos; é a dupla cauda da serpente que forma as
pernas do galo solar dos Abraxas; é, enfim, o diabo do Sr. Eudes de Mirville, e é realmente a força
cega que as almas têm de vencer para libertar-se das cadeias da terra; porque, se a sua vontade as
não separar desta imantação fatal, serão absorvidas na corrente pela força que as produziu, e
voltarão ao fogo central e eterno.
Toda obra mágica consiste, pois, em desembaraçar-se dos anéis da antiga serpente, e depois pôr o pé
na cabeça dela e guiá-la aonde se quiser. “Eu te darei – diz ela, no mito evangélico – todos os reinos da terra se te ajoelhares e me adorares”. O iniciado deve responder-lhe: “Não me ajoelharei, e tu te arrastarás aos meus pés; nada me dará, mas servir-me-ei de ti e tomarei o que quiser: porque sou teu senhor e dominador!” Resposta que está compreendida, mas oculta, na que lhe fez o Salvador!
Já dissemos que o diabo não é uma pessoa. É uma força desviada, como, aliás, seu nome indica.
Uma corrente ódica ou magnética, formada por uma cadeia de vontades perversas, constitui este mau espírito, que o evangelho chama legião e, que precipita os porcos ao mar: nova alegoria do
arrastamento dos seres baixamente instintivos pelas forças cegas que pode por em movimento a má
vontade e o erro.
Podemos comparar este símbolo ao dos companheiros de Ulisses, transformados em porcos pela
maga Circe.
Ora, vede o que faz Ulisses para se preservar a si próprio e libertar seus companheiros: recusa o
copo da encantadora e lhe ordena com a espada. Circe é a natureza com todas as suas volúpias e
atrativos; para gozar dela, é preciso vencê-la: tal é o sentido da fábula homérica, porque os poemas de Homero, verdadeiros livros sagrados da antiga Helênia, contêm todos os mistérios das altas iniciações do Oriente.
O médium natural é, pois, a serpente, sempre ativa e sedutora das vontades preguiçosas, à qual é
preciso resistir sempre, dominando-a.
Um mago apaixonado, um mago guloso, um mago colérico, um mago preguiçoso são
monstruosidades impossíveis. O mago pensa e quer, nada ama com desejo, nada repele com paixão;
a palavra paixão representa um estado passivo, e o mago é sempre ativo e vitorioso. O mais difícil, nas altas ciências, é chegar à realização disto; por isso, quando o mago criou a si próprio, a grande obra está realizada, ao menos no seu instrumento e da sua causa.
O grande agente ou mediador natural da onipotência humana só pode ser subjugado e dirigido por
um mediador extranatural, que é uma vontade livre. Arquimedes pedia um ponto de apoio fora do
mundo para levantar o mundo. O ponto de apoio do mago é a pedra cúbica intelectual, a pedra
filosofal de Azoth isto é, o dogma da absoluta razão e das harmonias universais pela simpatia dos
contrários.
Um dos nossos escritores mais fecundos e menos fixos nas suas idéias, Eugênio Sue, compôs uma epopéia romanesca completa sobre uma individualidade que se esforça em se fazer odiosa e que se
torna interessante a seu pesar, tanto ele lhe dá força, paciência, ousadia, inteligência e gênio! Trata se de uma espécie de Sixto Quinto, pobre, sóbrio, sem ódio, que tem o mundo inteiro preso nas
malhas das suas combinações.
Este homem excita à vontade as paixões dos seus adversários, destrói-os uns pelos outros, chega
sempre aonde quer chegar, e isto sem alarde, sem brilho, sem charlatanismo. O seu fim é libertar o
mundo de uma sociedade que o autor do livro crê perigosa e perversa, e, para isso, nada lhe custa:
dorme em maus quartos, está mal vestido, alimenta-se como o último dos pobres, mas está sempre
atento à sua obra. O autor, para ficar na sua idéia, o representa pobre, sujo, feio, nojento ao tato, horrível à vista. Mas, se até este exterior é um meio de disfarçar a ação e de chegar mais
seguramente, não é a prova de uma coragem sublime?
Quando Rodin for papa, pensai vós que ficará ainda mal vestido e sujo? Eugênio Sue errou o seu
alvo; quer atacar o fanatismo e a superstição, e une-se à inteligência, à força, ao gênio, a todas as grandes virtudes humanas! Se houvesse muitos Rodins entre os jesuítas, até se houvesse um só, não daria muito grandes coisas ao partido contrário, apesar das brilhantes e incorretas defesas dos seus ilustres advogados.
Querer bem, querer longo tempo, querer sempre, tal é o segredo da força; e é este arcano mágico
que Tasso põe em ação na pessoa dos dois cavaleiros que vêm libertar Renato e destruir os
encantamentos de Armida. Resistem tão bem às ninfas mais encantadoras como os animais ferozes
mais terríveis; ficam sem desejos e sem temor, e chegam a seu fim.
Resulta disso que um verdadeiro mago é mais temível do que amável. Não discordo disso, e,
reconhecendo perfeitamente quanto são agradáveis as seduções da vida, fazendo justiça ao gênio
gracioso de Anacreonte e a toda a florescência juvenil da poesia dos amores, convido seriamente os
estimáveis amigos do prazer a considerar as altas ciências só como um objeto de curiosidade, mas a nunca se aproximar da trípode mágica: as grandes obras da ciência são mortais à volúpia.
O homem que se libertou da cadeia dos instintos perceberá primeiramente a sua onipotência pela
submissão dos animais. A história de Daniel na cova dos leões não é uma fábula, e mais de uma vez, durante as perseguições do cristianismo nascente, este fenômeno se renovou em presença de
todo o povo romano. Raramente um homem tem alguma coisa a recear de um animal do qual não
tem medo. As balas de Gerard, o matador de leões, são mágicas e inteligentes. Somente uma vez
correu um verdadeiro perigo: tinha deixado ir consigo um companheiro que teve medo, e então,
considerando este imprudente como perdido adiantadamente, teve medo também, mas pelo seu
companheiro.
Muitas pessoas dirão que é difícil e até impossível chegar a uma resolução semelhante, que a força
de vontade e a energia do caráter, são dons da natureza, etc. Não discordo disto, mas reconheço
também que o hábito pode refazer a natureza; a vontade pode ser aperfeiçoada pela educação e,
como disse, todo cerimonial mágico, semelhante, neste ponto, ao cerimonial religioso, só tem por
objetivo experimentar, exercitar e habituar, assim, a vontade à perseverança e à força. Quanto mais
as práticas são difíceis e humilhantes, tanto mais têm efeitos; agora deveis compreendê-lo.
Se até o presente foi impossível dirigir os fenômenos do magnetismo é que ainda não se achou
magnetizador iniciado e verdadeiramente livre. Quem pode, com efeito, vangloriar-se de o ser? E
não temos sempre de fazer novos esforços sobre nós mesmos? Todavia, é certo que a natureza
obedecerá ao sinal e à palavra daquele que se sentir assaz forte para não duvidar. Digo que a natureza obedecerá, não digo que ela se desmentirá ou perturbará a ordem das suas possibilidades.
As curas das doenças nervosas por uma palavra, um sopro ou um contato; as ressurreições em certos
casos; a resistência às vontades mais capazes de desarmar e derrubar os assassinos; até a faculdade
de se fazer invisível, perturbando a vista daqueles aos quais é importante escapar: tudo isto é um
efeito natural da projeção ou do afastamento da luz astral. É por isso que Valente ficou ofuscado e
aterrorizado, ao entrar no templo de Cesaréia, como outrora Heliodoro, fulminado por uma
demência súbita no templo de Jerusalém, acreditou ter sido enxovalhado e pisado por anjos.
É por isso que o almirante Coligny impôs respeito aos seus assassinos, e só pôde ser morto por um homem furioso que se lançou sobre ele, perdendo a razão. O que fazia Joana d’Arc sempre vitoriosa
era o prestígio da sua fé, a maravilhosidade da sua audácia; ela paralisava os braços que queriam
feri-la, e os ingleses puderam seriamente crê-la maga ou feiticeira. Ela era, com efeito, maga sem o saber, porque acreditava que agia de modo sobrenatural, ao passo que dispunha de uma força oculta, universal e sempre submissa às mesmas leis.
O magista magnetizador deve governar ao médium natural, e, por conseguinte, ao corpo astral que
faz comunicar a nossa alma com os nossos órgãos; pode dizer ao corpo material: - “Dormi!” e ao
corpo sideral: - “Sonhai!” Então as coisas visíveis mudam de aspecto como nas visões do haschich.
Cagliostro possuía, dizem, este poder, e ajudava a sua ação por fumigações e perfumes; mas o
verdadeiro poder magnético deve abster-se desses auxiliares mais ou menos venenosos para a razão
e nocivos à saúde. O Sr. Ragon, na sua sábia obra sobre a maçonaria oculta, dá a receita de uma
série de medicamentos próprios para exaltar o sonambulismo. É um conhecimento que, sem dúvida,
não é para ser rejeitado, mas de que os magistas prudentes devem abster-se de fazer uso.
A luz astral projeta-se pelo olhar, pela voz, pelos polegares e a palma da mão. A música é um
poderoso auxiliar da voz, e daí provem a palavra encantamento. Nenhum instrumento de música é
mais encantador que a voz humana, mas os sons longínquos do violino ou da harmônica podem aumentar o seu poder. Prepara-se assim o paciente que se quer submeter; depois, quando estiver
meio adormecido e como que envolto por este encanto, estende-se a mão para ele e ordena-se-lhe
dormir ou ver, e ele obedece contra a sua vontade. Se resistir, é preciso, olhando-o fixamente, pôr
um polegar na sua fronte entre os olhos, e o outro polegar no seu peito, tocando-o levemente com
um único e rápido contato; depois aspirar lentamente e expirar brandamente um sopro quente, e lhe
repetir em voz baixa: - Dormi ou Vede.

por Crowley
VI.  OS AMANTES  (OU  OS IRMÃOS)
Esta carta e sua gêmea, XIV (Arte), são os mais obscuros e difíceis dos Atu. Cada um destes símbolos é em si mesmo duplo, de modo que os significados formam uma série divergente e a integração da carta só pode ser reconquistada mediante casamentos e identificações reiterados, e alguma forma de hermafroditismo. 
E, no entanto, a atribuição é a essência da simplicidade. O Atu VI se refere a  Gêmeos, regido por Mercúrio. A letra hebraica correspondente é Zain, que significa espada, e a estrutura da carta é portanto o arco de Espadas abaixo do qual o casamento real acontece. 
A espada é primeiramente um engenho de divisão. No mundo intelectual - que é o mundo do naipe de Espadas - ela representa análise. Esta carta e o Atu XIV juntos compõem a máxima alquímica abrangente: Solve et coagula. 
Esta carta é, por conseguinte,  uma das mais fundamentais do Tarô. É a primeira carta na qual mais de uma figura aparece (o macaco de Thoth no Atu I é apenas uma sombra). Em sua forma original, foi a história da Criação. 
Acrescemos aqui, em função de seu interesse histórico, a descrição desta carta em sua forma primitiva, o que é extraído de Liber 418. 
“Há uma lenda assíria de uma mulher com um peixe e há também uma lenda de Eva e a Serpente, pois Caim era o filho de Eva e a Serpente, e não de Eva e Adão; e, portanto, quando ele assassinara seu irmão, que foi o primeiro assassino por ter sacrificado coisas vivas ao seu demônio, Caim recebeu a marca em sua fronte, que é a marca da Besta referida no Apocalipse e o sinal da iniciação.
“O derramamento de sangue é necessário pois Deus não ouviu os filhos de Eva até que o sangue fosse derramado. E isto é religião externa; mas Caim não falou a Deus nem recebeu a marca de iniciação sobre sua fronte, de sorte que fosse evitado por todos os homens, até que tivesse derramado sangue. E este sangue foi o sangue de seu irmão. Este é um mistério da sexta chave do Tarô, que não deve ser chamada de Os Amantes, mas sim Os Irmãos. 
“No meio da carta posta-se Caim; em sua mão direita está o martelo de Thor com o qual ele assassinara seu irmão, e está todo tinto de seu sangue. Sua mão esquerda ele mantém aberta como um sinal de inocência. Sobre sua mão direita está sua mãe Eva, ao redor da qual a serpente se enrosca com seu capelo desdobrado atrás da cabeça dela, e sobre sua mão esquerda encontra-se uma figura um tanto semelhante a Kali indiana, mas muito mais sedutora. Todavia, eu sei que é Lilith. E acima dele está o Grande Sigillum da Seta, voltado para baixo, atingindo o coração da criança. Esta criança é também Abel. E o significado desta parte da carta é obscuro, mas este é o desenho correto da carta do Tarô; e esta é a fábula mágica correta da qual os escribas hebreus, que não eram iniciados completos, furtaram sua lenda da Queda e os eventos subseqüentes.”
É bastante significativo que quase toda sentença deste trecho parece inverter o significado da anterior. Isto é porque a reação é sempre igual e oposta à ação. Esta equação é, ou deveria ser, simultânea no mundo intelectual, onde não existe grande retardamento de tempo; a formulação de qualquer idéia cria sua contraditória quase no mesmo momento. A contraditória de qualquer proposição está implícita nela mesma. Isto é necessário para preservar o equilíbrio do universo. A teoria foi explicada na exposição sobre o Atu I, O Prestidigitador, mas faz-se mister que seja agora enfatizada a fim de se interpretar esta carta. 
A chave é que a carta representa a Criação do Mundo. Os hierarcas mantinham este segredo como de transcendente importância. Conseqüentemente, os iniciados que publicaram o Tarô para uso durante o Aeon de Osíris substituíram a carta original acima descrita em  The Vision and the Voice. Estavam interessados em criar um novo universo próprio; eles eram os pais da Ciência. Seus métodos de trabalho, agrupados sob o termo genérico de alquimia, jamais foram tornados públicos. O ponto interessante é que todos os desenvolvimentos da ciência moderna nos últimos cinqüenta anos têm proporcionado às pessoas inteligentes e instruídas a oportunidade de refletir que toda a tendência da ciência tem sido retornar aos objetivos e mutatis mutandis aos métodos alquímicos. O segredo observado pelos alquimistas tornou-se necessário devido ao poder de perseguição de Igrejas. Tão amargamente quanto os beatos intolerantes lutavam entre si, eles estavam igualmente preocupados em destruir a ciência infante, a qual, como reconheciam instintivamente, colocaria um fim na ignorância e na fé das quais dependiam o poder e a riqueza deles. 
O assunto desta carta é a análise, seguida pela síntese. A primeira pergunta feita pela ciência é: “Do que são compostas as coisas ? “ Respondida esta pergunta, a seguinte pergunta é: “ Como iremos recombiná-las para o nosso máximo proveito ?” Isto resume toda a política do Tarô. 
A figura encapuzada que ocupa o centro da carta é uma outra forma de O Eremita, o qual é elucidado na seqüência no Atu IX. Ele próprio é uma forma do deus Mercúrio descrito no Atu I; ele está rigorosamente encoberto, como para significar que a razão última das coisas está num domínio além da manifestação e do intelecto (como explicado alhures, apenas duas operações são, no final das contas, possíveis: análise e síntese). Ele está de pé no sinal do entrante, como se projetando as forças misteriosas da criação. Ao redor de seus braços se acha um rolo de pergaminho, indicativo da Palavra que é semelhante à essência e mensagem dele. Mas o sinal do entrante é também o sinal da bênção e da consagração, de maneira que sua ação nesta carta é a celebração do casamento hermético. Atrás dele estão as figuras de Eva, Lilith  e Cupido. Este simbolismo foi incorporado para preservar em alguma medida a forma original da carta e mostrar sua origem, sua herança e sua continuidade com o passado. Na aljava de Cupido está inscrita a palavra  Thelema que é a Palavra da Lei (ver Liber AL, cap. I, versículo 39). Suas setas são quanta de Vontade. É assim indicado que esta fórmula  fundamental de operação mágica, análise e síntese persiste através dos Aeons. 
Podemos passar  agora a considerar o  próprio casamento hermético. 
Esta parte da carta é uma simplificação de o Casamento Químico de Christian Rosenkreutz, uma obra prima excessivamente extensa e prolixa para ser citada proveitosamente aqui. Mas a essência da análise é a gangorra contínua de idéias contraditórias. É um glifo da dualidade. As pessoas da realeza envolvidas são o rei negro ou mouro com uma coroa de ouro e a rainha branca com uma coroa de prata. Ele está acompanhado do leão vermelho, e ela da águia branca. Estes são símbolos dos princípios masculino e feminino na natureza; são, portanto, igualmente, em vários estágios da manifestação Sol e Lua, Fogo e Água, Ar e Terra. Em química eles se apresentam como ácido e álcali, ou (mais profundamente) metais e não-metais, tomando-se estas palavras em seu mais lato sentido filosófico a fim de incluir o hidrogênio por um lado e o oxigênio, por outro. Neste aspecto, a figura encapuzada representa o elemento protéico do carbono, a semente de toda a vida orgânica. 
O simbolismo do masculino e o feminino é continuado ainda pelas armas do rei e da rainha. Ele porta a Lança Sagrada e ela, o Cálice Sagrado; as outras mãos deles estão unidas, como que consentindo com o casamento. Suas armas são apoiadas por crianças gêmeas, cujas posições estão trocadas, pois a criança branca não só oferece apoio ao cálice como também carrega rosas, enquanto que a criança negra, segurando a lança de seu pai, carrega também o porrete, um símbolo equivalente. Na base do conjunto está o resultado do casamento sob forma primitiva e pantomórfica: o ovo órfico alado. Este ovo representa a essência de toda essa vida sujeita a esta fórmula do masculino e feminino. Prossegue o simbolismo das serpentes com as quais o manto do rei está ornamentado,  e das abelhas que adornam o manto da rainha. O ovo é cinza, misturando branco e preto, de modo a significar a cooperação das três Superiores da Árvore da Vida. A cor da serpente é púrpura, Mercúrio na escala da rainha. É  a influência desse deus manifestada na natureza, enquanto que as asas têm cor carmesim, a cor (na escala do rei) de Binah, a Grande Mãe. Neste símbolo existe, portanto, um glifo completo do equilíbrio necessário ao começo da Grande Obra. Mas, no que concerne ao mistério final, isto é deixado sem solução. Perfeito é o plano para produzir a vida, porém a natureza desta vida é ocultada. É capaz de assumir qualquer forma possível, mas qual forma ? Isto depende das influências presentes na gestação. 
A figura no ar apresenta certa dificuldade. A interpretação tradicional diz que se trata de Cupido, e não fica claro, a princípio, o que Cupido tem a ver com Gêmeos. Nenhuma luz é lançada sobre este ponto ao considerar-se a posição do caminho na  Árvore da Vida, pois Gêmeos conduz de Binah a Tiphareth. E aí, conseqüentemente, se levanta toda a questão de Cupido. Os deuses romanos geralmente representam um aspecto mais material dos deuses gregos dos quais são derivados, neste caso, Eros. Eros é o filho de Afrodite e a tradição diverge quanto a seu pai ser Ares, Zeus ou Hermes, quer dizer, Marte, Júpiter ou Mercúrio. Sua aparência nesta carta sugere que Hermes seja o verdadeiro progenitor e este parecer é confirmado pelo fato de não ser em absoluto fácil distingui-lo da criança Mercúrio pois eles têm em comum o desregramento, a  irresponsabilidade e o gosto por pregar peças. Mas nesta imagem existem características peculiares. Ele carrega um arco e flechas numa aljava dourada (é representado, por vezes, com uma tocha); tem asas douradas e está vendado. Daí pode parecer que ele representa a vontade inteligente (e, ao mesmo tempo, inconsciente) da alma de unir a si mesma com tudo e todos, como foi explicado na fórmula geral relativa à agonia da separação. 
Não se atribui importância muito especial em figuras alquímicas ao Cupido. Contudo, num certo sentido, ele é a fonte de toda a ação, a libido para expressar zero como dois. De um outro ponto de vista, é possível considerá-lo como o aspecto intelectual da influência de Binah sobre Tiphareth pois (em uma tradição) o título da carta é  “Os Crianças da Voz, o Oráculo dos Deuses Poderosos”. Deste ponto de vista, ele é um símbolo da inspiração, descendo sobre a figura encapuzada, que é, neste caso, um profeta que opera a união do rei e a rainha. Sua flecha representa a inteligência espiritual necessária nas operações alquímicas, mais do que a mera fome de executá-las. Por outro
lado, a flecha é peculiarmente um símbolo de direção, e é, portanto, apropriado colocar a palavra Thelema em letras gregas sobre a aljava. Deve-se também observar que a carta contraposta, Sagitário, * significa Aquele que porta a Flecha, ou o Arqueiro, uma figura que não aparece sob forma alguma no Atu XIV. Estas duas cartas são tão complementares que não podem ser estudadas isoladamente para completa interpretação.

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